PASSADOS PRESENTES
LUGARES DE MEMÓRIA
Roteiros
O Quilombo de Santa Rita do Bracuí tem origem na antiga Fazenda Santa Rita do Bracuí. Sua principal função era receber os africanos ilegalmente escravizados e trazidos para o Brasil no século 19. Após a extinção definitiva do tráfico atlântico para o Brasil, seu proprietário, José de Souza Breves, libertou os cativos ali moradores a quem legou o território da fazenda em testamento. Os descendentes dos libertos do Bracuí são hoje guardiões da memória dos desembarques de africanos na região, enquanto continuam a lutar pela definitiva titulação de suas terras. Siga o roteiro e conheça o Quilombo do Bracuí através do jongo e das histórias contadas por seus moradores. Para visita guiada e mais informações, entre em contato com Marilda de Souza Francisco: (24) 99956-6704 ou (24) 3369-3767.
- A Capela de São José e Cemitério
- B Escola Quilombola - Árvore do Bracuí
- C Morro da Estação do Quilombo do Bracuí
- D Laje Seca e Laje Molhada do Bracuí
- E Ponto de Trocas do Bracuí
- F Porteira da Cava - Placa Passados Presentes
- G Palmito Juçara
- H Memorial - Casa da Marilda
- I Trilha da Marilda
- J Mirante - Estrada de Santa Rita do Bracuí
- K Casa de Estuque
- L Casa da Farinha
- M Santa Rita Black
- N Ruínas do Engenho Velho do Bracuí
- O Capela de Santa Rita do Bracuí
- P Roda da Farinha do Seu Romão
- Q Cachoeira da Corda do Bracuí
Os locais que o visitante terá a oportunidade de conhecer são uma parte da cidade do Rio de Janeiro denominada de Pequena África pelo artista e sambista Heitor dos Prazeres no inicio do século 20. Divulgada em livros, letras de música e enredos de escolas de samba, a expressão passou a identificar parte significativa da zona portuária da cidade, onde a presença africana e o patrimônio cultural negro marcaram para sempre a história não apenas do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil.
Entre o final do século 18 e a primeira metade do século 19, a região foi caracterizada pelas atividades de comércio e recepção dos africanos escravizados. Hoje as ruínas do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos marcam a passagem de mais de um milhão de africanos pela Pequena África, uma história de dor e sofrimento que não pode ser esquecida. Na virada do século 19 para o 20, a vida cultural da Pequena África e da própria cidade foi renovada, com a chegada de migrantes negros, vindos especialmente da Bahia e de antigas áreas cafeeiras do Vale do Paraíba, e de imigrantes portugueses, italianos e judeus.
A Pequena África passou a ser o centro de criação da cultura negra carioca e da organização de novas formas de mobilização política. Em torno de sindicatos, capoeiras, casas de santo, gestaram-se greves, revoltas urbanas e novos gêneros musicais. Naquele contexto, o samba emergiu como um gênero específico e ganhou visibilidade em todo o país. Também foram fundadas associações negras, sociais e dançantes, com seus cordões e ranchos, que ligaram a Pequena África ao que de mais moderno estava sendo produzido em termos musicais e artísticos no período.
O circuito Pequena África conta com o apoio do Museu de Arte do Rio. 19 pontos principais estão assinalados no mapa. Em três deles (MAR, Quilombo da Pedra do Sal e Instituto dos Pretos Novos), códigos QR permitem ouvir a voz de lideranças comunitárias e historiadores nos falando sobre a importância histórica da região. Outros 42 pontos, 7 dos quais sobre as atuais rodas de rua da capoeira da cidade, completam o roteiro, e podem ser acessados na função Perto de Mim.
Entre o final do século 18 e a primeira metade do século 19, a região foi caracterizada pelas atividades de comércio e recepção dos africanos escravizados. Hoje as ruínas do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos marcam a passagem de mais de um milhão de africanos pela Pequena África, uma história de dor e sofrimento que não pode ser esquecida. Na virada do século 19 para o 20, a vida cultural da Pequena África e da própria cidade foi renovada, com a chegada de migrantes negros, vindos especialmente da Bahia e de antigas áreas cafeeiras do Vale do Paraíba, e de imigrantes portugueses, italianos e judeus.
A Pequena África passou a ser o centro de criação da cultura negra carioca e da organização de novas formas de mobilização política. Em torno de sindicatos, capoeiras, casas de santo, gestaram-se greves, revoltas urbanas e novos gêneros musicais. Naquele contexto, o samba emergiu como um gênero específico e ganhou visibilidade em todo o país. Também foram fundadas associações negras, sociais e dançantes, com seus cordões e ranchos, que ligaram a Pequena África ao que de mais moderno estava sendo produzido em termos musicais e artísticos no período.
O circuito Pequena África conta com o apoio do Museu de Arte do Rio. 19 pontos principais estão assinalados no mapa. Em três deles (MAR, Quilombo da Pedra do Sal e Instituto dos Pretos Novos), códigos QR permitem ouvir a voz de lideranças comunitárias e historiadores nos falando sobre a importância histórica da região. Outros 42 pontos, 7 dos quais sobre as atuais rodas de rua da capoeira da cidade, completam o roteiro, e podem ser acessados na função Perto de Mim.
- A Mercado de Escravos da Prainha
- B Quilombo da Pedra do Sal
- C Largo João da Baiana
- D Antiga Rua da Saúde
- E Cais do Valongo
- F Docas André Rebouças
- G Casa de Machado de Assis
- H Mercado de Escravos do Valongo
- I Casa do Africano Mina
- J Jardim Suspenso do Valongo
- K Praça dos Estivadores
- L Associação Chora na Macumba
- M Cortiço - Casa do Maranhão
- N Sociedade Resistência
- O Barricadas da Revolta da Vacina
- P Cemitério dos Pretos Novos
- Q Candomblé de Cipriano Abedé
- R Escola José Bonifácio
A cidade de Pinheiral, nascida da antiga estação da Fazenda do Pinheiro, foi povoada por migrantes negros após a Abolição da Escravidão, em 1888. Por sua concentração singular de grandes jongueiros, é conhecida como a Capital do Jongo do Estado do Rio de Janeiro. Siga o roteiro e conheça a experiência negra em Pinheiral através do jongo e das histórias contadas por seus moradores. Para visita guiada e mais informações, entre em contato com Maria de Fátima da Silveira Santos: (24) 99221-7212.
- A Memorial Passados Presentes - Parque das Ruínas da Fazenda São José dos Pinheiros
- C Capela Santa Cruz dos Milagres
- D Buraco Quente
- E Mirante - Capela de Santa Rita de Pinheiral
- F Aterro
- G Cemitério de Pinheiral
- H Igreja Matriz de Pinheiral
- I Caixa d´água
- J Antigo Cinema
- K Estação Ferroviária
- L Praça Getúlio Vargas
O Quilombo de São José da Serra foi formado, ainda no século 19, por descendentes dos cativos Tertuliano e Miquelina, que moravam nas terras da antiga Fazenda São José. No final do século 19, com as lutas pelo fim da escravidão, o local se tornou um quilombo abolicionista. Hoje, seus moradores mantêm tradições que rememoram o período do cativeiro e da liberdade, assim como a origem africana de seus antepassados, principalmente nas famosas festas de 13 de Maio, onde se canta o jongo e se dança o caxambu, patrimônios trazidos da África central. Siga o roteiro e conheça o Quilombo de São José através do jongo e das histórias contadas por seus moradores. Para visita guiada e mais informações, entre em contato com Antônio do Nascimento Fernandes: (24) 2457-1130 ou (24) 99841-6213.
- A Terreiro do Jongo
- B Capela do Quilombo São José e Associação Quilombola
- C Casa Quilombola
- D Ponto de Venda
- E Memorial Quilombo São José - Sede
- F Mirante - Estrada dos Tropeiros de São José
- G Pedreira de São José da Serra
- H Nossa Senhora da Internet
- I Pé do Jequitibá
- J Casas do Grotão
- K Represinha de São José da Serra
- L Volta Grande
- M Cachoeira de São José da Serra
- N Moinho Velho de São José da Serra